Após 144 dias, Bombeiros encerram operação contra incêndios florestais em MS

Volta das chuvas regulares foi um dos fatores que motivaram o fim da operação

MIDIAMAX


Militares durante combate ao incêndio na operação - (Foto: Divulgação/Bombeiros de MS)

O corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul encerrou a Operação Hefesto nesta quarta-feira (23), após 144 dias de trabalho no combate aos incêndios florestais que atingiram o Estado. A operação, que começou no dia 3 de julho, mobilizou 796 bombeiros e 101 viaturas.

De acordo com o Governo do Estado, os trabalhos chegaram ao fim por conta da volta das chuvas regulares, que anula o risco de ocorrência de incêndios florestais, sobretudo na região do Pantanal, que foi duramente castigada pelo fogo.

Dados do Lasa (Laboratório de Aplicação de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que os incêndios destruíram 874.500 hectares de mata no Pantanal, um número 48,23% do que no ano passado, quando foram destruídos 1.689.325 hectares.

Entre os diversos episódios desencadeados durante a Operação Hefesto, foi o de um menino, ao oferecer ajuda para combater as chamas com um balde de água, que marcou os militares que atuaram na região.

Foi no dia 9 de setembro, quando 10 militares foram surpreendidos por um garoto, de 5 anos, carregando um balde de água e oferecendo ajuda para os militares no trabalho de combate às chamas. O menino disse para os pais que queria ajudar os bombeiros e que o sonho dele era salvar a natureza e os animais.

Os 144 de operação também foram marcados por diversas denúncias de militares contra oficiais do Corpo de Bombeiros. Em julho deste ano, militares escalados para serviço alegam que não haveria ‘grande incêndio’ conforme informação inicial e estariam desfalcando quartéis nas cidades em que são lotados.

Na época, mensagens que circulavam em grupos e redes sociais, confirmadas pelo Jornal Midiamax, relatavam que unidades do CBMMS de todo Estado estavam desfalcadas por conta do efetivo destinado para Corumbá, umas das regiões mais atingidas pelo fogo.

Até mesmo um áudio, atribuído a um oficial dos Bombeiros, afirmava que “militar não tem folga, militar tem licenciamento' e se fosse necessário “cair a escala de 24h/48h', iria cair.

A Operação Hefesto teve início em 3 de julho e mobilizou 796 bombeiros militares, 101 viaturas, além de aeronaves com horas de vôo contratadas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) para essa finalidade.