Na corrida da vacina, MS já está 10 pontos à frente do 2º colocado no Brasil


Estado ultrapassou hoje 70% da população adulta com 1ª dose e está muito a frente também na 2ª dose.

Mato Grosso do Sul disparou na primeira colocação do ranking de estados brasileiros que mais vacinam contra a covid-19. Frequentemente no topo da lista, agora o Estado tem uma "folga" em relação às outras unidades da federação, em boa parte por conta do estudo imunológico feito na fronteira.

Segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa, MS ultrapassou hoje 70% da população adulta vacinada com pelo menos a 1ª dose - que não garante a totalidade da imunidade prevista contra casos graves de coronavírus - e tem 36% das pessoas com 18 anos ou mais imunizadas com a 2ª dose ou dose única.

No quesito de imunização completa, o desempenho é tão bom que deixa Rio Grande do Sul, 2º colocado, com 10 pontos percentuais a menos.

Vale lembrar que, sobretudo em municípios fronteiriços, algumas das ações feitas pelas equipes de saúde pública foram importantes, como a busca ativa de pessoas que ainda não tinham tomado vacina indo de casa em casa em Porto Murtinho. A atuação de várias prefeituras na região do Pantanal foi importante para que lugares mais remotos fossem contemplados, ainda que alguns grupos demoraram a ter início na campanha.

Além disso, mesmo antes dessas medidas, o desempenho já era bom por conta de esforço coletivo das autoridades em saúde para aplicar as vacinas que fossem recebidas - até o momento, 94% das doses encaminhadas já foram utilizadas, sendo que as demais são reservadas para continuidade do ciclo vacinal. 

Dados da vacinação - Desde janeiro, segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde), foram aplicadas mais de 2 milhões de doses em toda a população, considerando não apenas os adultos. Ou seja, em relação ao total de habitantes, há 52,2% pessoas vacinadas com ao menos uma dose e 27,4% imunizados.

Maior parte das vacinações foram feitas com a Coronavac, que também foi a primeira a ser aplicada no Brasil, seguido pela Astrazeneca, Pfizer e Janssen, mais recentemente.

Essa última, de dose única, também apresentou uma alta nas aplicações na última semana por conta do estudo imunológico feito na fronteira, que angariou 165,5 mil doses, das quais uma grande parcela foi destinada a todo Estado.