TSE dá 15 dias para Bolsonaro explicar declarações sobre fraudes em urnas


O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Felipe Salomão, deu hoje prazo de 15 dias para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) explicar declarações sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Foi instaurado ainda, por meio de portaria, procedimento administrativo para apurar a existência ou não de elementos concretos que possam ter comprometido os pleitos de 2018 e 2022.

Bolsonaro, políticos aliados e apoiadores têm lançado o discurso de desconfiança sobre a segurança das urnas eletrônicas. Eles defendem a adoção do voto impresso —um comprovante impresso da votação na urna eletrônica— e afirmam que, sem a mudança, a eleição de 2022 não será confiável.

Barroso desafia Bolsonaro O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou em maio que a narrativa criada por bolsonaristas trata-se, na verdade, de "um discurso político". Na semana passada, Barroso foi além e disse que, diante das acusações sobre supostas fraudes eleitorais, Bolsonaro tem "dever cívico" de apresentar provas. Nunca houve fraude documentada. Jamais. Apenas o pedido de auditoria solicitado pelo então candidato Aécio Neves e que não se apurou impropriedade porque não há. Se o presidente da República ou qualquer pessoa tiver provas [sobre raude] tem o dever cívico de entregá-la ao Tribunal e estou com as portas abertas. O resto é retórica política, são palavras que o vento leva.