Estudo com corticoide inalado aponta redução no tempo de hospitalização devido à Covid, aponta Oxford

146 pessoas participaram da pesquisa, que está na fase 2. Remédio é usado geralmente para o tratamento da asma.

G1 / G1


Um estudo de fase 2 indicou que a budesonida inalada, um corticoide utilizado no tratamento da asma, pode reduzir a chance de hospitalização devido à infecção pelo coronavírus . A pesquisa é assinada por pesquisadores da Universidade de Oxford, com apoio da AstraZeneca – uma parceria que se repete após o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.

Destaques do estudo:

A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (8), na plataforma Medrxiv, e é um "pré-print": ainda não foi aceita por revistas científicas e revisada por outros pesquisadores ; O ensaio ainda está na fase 2 , ou seja, a amostra de pacientes será ampliada na próxima etapa, a fase 3;Esse foi um estudo clínico randomizado: as pessoas testadas foram divididas aleatoriamente em um grupo que recebe o tratamento com o corticoide, e em outro grupo que não recebe.146 pessoas participaram do estudo – metade recebeu 800 microgramas da budesonida inalada duas vezes ao dia e metade fez os procedimentos usuais contra a Covid; Os participantes receberam os respectivos tratamentos 7 dias após o início dos sintomas da doença; Os cientistas decidiram fazer o experimento após notar que os pacientes com a doença respiratória crônica estavam subrrepresentados entre os infectados pelo Sars CoV-2 que necessitavam de hospitalização em Wuhan, na China.

Os resultados do estudo são promissores. Os pacientes que inalaram o corticoide tiveram uma chance 90% menor de precisar de atendimento emergencial ou hospitalização durante o período do estudo, 28 dias.

Além disso, as pessoas que receberam a budesonida apresentaram uma diminuição mais rápida da febre e dos sintomas, em comparação com o outro grupo.

Pesquisa não encontra evidências de que a asma seja um fator de risco para casos graves de Covid

Uma das autoras, a pesquisadora Mona Bafadhel, diz que "são avanços importantes em pacientes com Covid-19 hospitalizados" e chama a atenção também para o fato de que as vacinas irão demorar a chegar a todos os países e populações.

Mona Bafadhel destacou, ainda, um dos resultados secundários do estudo:

"Apesar de não ser o resultado principal da pesquisa, esta é uma descoberta importante. Fui estimulada a ver a redução dos sintomas persistentes 14 e 28 dias após o tratamento com a budesonida. Os sintomas persistentes após a doença inicial surgiram como um problema de longo prazo da Covid-19. Qualquer intervenção que possa resolver isso seria um grande passo", disse.

Bafadhel se refere aos sintomas que continuam mesmo após o final da infecção pelo Sars CoV-2, a chamada "Covid prolongada'. O estudo também mostrou uma redução neste sentido entre os participantes que receberam o corticoide.

Remédio de Israel

Na sexta-feira (5), um centro médico de Israel também apresentou resultados favoráveis para um possível novo tratamento para a Covid-19, desenvolvido pelo centro médico Ichilov, de Tel Aviv. No entanto, assim como no caso da pesquisa com a budesonida, não há ainda a publicação em revistas científicas com revisão de outros cientistas.

Os pacientes receberam uma droga para câncer de ovário. Segundo o professor Nadir Arber, do Centro Integrado de Prevenção do Câncer de Ichilov, o medicamento EXO-CD24 deve ser tomado uma vez a cada cinco dias.

De acordo com os pesquisadores, 29 dos 30 pacientes que tinham Covid-19 se recuperaram da doença. Agora, os cientistas israelenses vão fazer uma pesquisa randomizada com o medicamento.

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